terça-feira, 1 de agosto de 2017

Semana de Estudos Avançados - Ciência e Fé Cristã

No mês de julho, especificamente entre os dias 21 a 25, estive na cidade de Petrópolis- RJ. Na ocasião, participei da II Semana de Estudos Avançados, promovida pela Associação Brasileira de Cristãos na Ciência (ABC²), essa semana de estudos visava refletir sobre as ciências da natureza (Física, Química, Biologia), inclusive engenharia e tecnologia e sua relação com a Fé Cristã, de um ponto de vista Protestante Reformado.

Nossos professores foram profissionais das áreas de Física, Química, Biologia, Engenharia, Filosofia e Teologia. O participantes das mais diferentes áreas do conhecimento, estudantes de Administração, Medicina, Engenharia, e profissionais já formados em Filosofia, Geologia, Língua Portuguesa, Odontologia, Biologia, Matemática, Economia dentre outras que não me lembro.

Foi um tempo muito proveitoso de estudo intensivo e intenso sobre esses conhecimentos e sua relação com a fé. O curioso foi perceber que, mesmo eu pensando não haver separação entre ciência ou razão e fé, eu não sabia como ser claro na minha exposição. Contudo, pude perceber mais notadamente que aquele jargão do senso comum de que "todo cientista é ateu" é falso, eu já sabia dessa verdade e conhecia alguns nomes, no entanto, são muito mais do que eu imaginava.

Pesquisadores com nível acadêmico de doutorado e pós doutorado, debruçados sobre a ciência, em estudos acadêmicos sérios, em pesquisa em laboratórios de ultima geração, em observação cósmica com esquipamentos potentes, mas nem isso os fez deixar de crer na fé cristã, e muito pelo contrário, alguns que passaram do ateísmo a uma conversão genuína ao cristianismo, justamente por conta das observações que fizeram em seus estudos e experimentos.

Também pude ver que "existe vida inteligente no protestantismo brasileiro", ou seja, pessoas comprometidas com a fé, ao mesmo tempo comprometidos seu trabalho científico, o melhor disso tudo, sem dicotomizar "vida secular" da "vida religiosa". Não, tudo é "vida cristã", e ele envolve todas as esferas da vida do crente. sendo possível e compatível ser cristão e ser cientista, sem precisar ter uma vida religiosa aos fins de semana, mas precisar de um "ateísmo acadêmico" ou "ateísmo profissional" para fazer ciência.

Acredito que a coisa mais controversa que aprendi foi que, há cristãos que afirmam cientificamente o "Big Bang" e a "teoria da evolução", sem dúvida que dentro do ponto de vista cristão, e se eu compreendi direito, afirma que Deus é o autor desses eventos, ao mesmo tempo que é um Deus pessoal e relacional para com sua criação, não a deixou ao acaso, mas o ordenador de todos os eventos. É certo que essa minha definição é muito reducionista do que de fato esses cientistas cristãos afirmam, é apenas minha compreensão resumida e superficial, e que pode causar estranheza em você, e claro, não afirma que "viemos dos macacos", apesar de também sermos fruto de um processo de micro e macro evolução do universo como um todo.

Não espero que você concorde, nem seja tacanho e pré-conceituoso em afirmar que esses são falsos cristãos, pois não são. Sobretudo porque tem uma vida cristã mais devotada ao seu chamado como cristãos do que muitos dos que se nominam cristãos hoje em dia. No entanto, nos faz perceber que é perfeitamente possível pois a revelação de Deus nas Sagradas Escrituras, não tem obrigação de confirmar as descobertas científicas, nem mesmo as descobertas da ciência tem obrigação de se encaixar no relato bíblico. Pois as escrituras cumprem uma função e prepósito para deus na vida dos seres humanos, enquanto as ciências tem outra função e propósito, mesmo que no fim, as duas revelam a Deus, seja pela obra criada,seja pela Palavra ensinada.

Meu intento próximo é realizarmos aqui em minha cidade - Pindamonhangaba-SP - um seminário sobre o assunto, e assim, avançarmos nessa discussão de como toda ciência glorifica a Deus e como ela serve aos propósitos estabelecidos desde antes da criação de todas as coisas. Se você quiser saber mais, recomento que busque o site da ABC², leia e se informe sobre eles me escreva, podemos marcar um café e termos uma boa conversa sobre suas dúvidas.

Satisfeito e muito feliz de ter participado desse evento.

Professor Rogério Penna 



domingo, 2 de julho de 2017

Sobre o jovem tatuado

Gostaria de refletir com vocês sobre toda situação que envolve o jovem tatuado na testa em São Bernardo do Campo-SP. Não quero defende-lo nem irei acusa-lo, mas observemos do ponto de vista filosófico as várias questões que envolvem o fato.
 Primeiro precisamos pensar o que significa justiça, e pessoalmente nunca li essa atitude do tatuadores, defendida por filósofo algum, é certo que por um tempo na história a tatuagem foi usada para marcar criminosos condenados a morte, mas não era em suas testas. Justiça é um conceito bem diferente do que se entende por “fazer justiça com a as próprias mãos”, esse ultimo é vingança, e não justiça.
 A justiça trata-se da avaliação e julgamento equitativo das ações, ou seja equilibrado, além de ser imparcial. O que temos vistos é uma série de ações vingativas das pessoas em relações aos que se supõem criminosos.
 Outra coisa a se pensar é sobre o conceito de pessoa e tudo que o envolve, no caso, a dignidade da pessoa humana, tão defendida pelos representantes dos “Direitos Humanos”. O jovem, mesmo que tenha cometido o crime do qual foi acusado, deve ter sua dignidade respeitada, assim como os agressores, também devem tê-la, além de serem tratados com justiça e não uma pena maior, apenas por pressão dos ativistas.
 Por que falar sobre dignidade humana? Vi que alguns ditos cristãos tem se mostrado a favor dos tatuadores, e isso é completamente diferente do que o cristianismo ensina, haja vista que foi ele mesmo que cunhou os conceitos de pessoa e dignidade humana, além de desconhecerem a noção de imago Dei, que atribui a toda pessoa ser criada a “imagem de Deus”.
 Temos um problema de ordem ética e política, estamos em estado de desordem, sim, desordem. O judiciário e o parlamento estão desacreditados, essa situação vem refletindo nas ações dos cidadãos, levam pessoas a agirem como quem tatuou ou quem acorrentou outro jovem (lembrando do menino acorrentado no Rio de Janeiro). Por isso desordem, pois a ordem social desacreditada é desobedecida em níveis extremos e não se tratam da boa desobediência civil, que se trata da desobediência aos abusos do Estado.
 Além do sistema judiciário desacreditado, temos um sistema carcerário que também não cumpre seu papel de correção e reinserção da pessoa na sociedade, por certo que é necessária a vontade do individuo em mudar, mas a demanda econômica e política sufocante que não ajudam os menos favorecidos, aliado a glamorização e romantização da vida no crime, sem falar na impunidade contra crimes de qualquer ordem, são o fundamento para a situação terminal que se encontra nossa nação.
 Como já disse, não estou defendendo ou acusando nenhum dos envolvidos, mas se pararmos para pensar um pouco mais veremos que não se resolvem os problemas sociais e criminais de maneira simplista como tatuar a testa de “criminosos”, esse fato apenas revela o quanto estamos degradados. Percebo a ideia da filósofa Hanna Arendt, sobre a “banalidade do mal” muito presente nas palavras das pessoas em conversas e nas redes sociais.
O fato revela nossa responsabilidade enquanto cidadãos que elegem o parlamento e o executivo em todos os níveis, bem como a responsabilidade de fiscalizar as ações dos parlamentares, protestar e reivindicar o bom uso do dinheiro público, rompermos a barreira do “não adianta, político é tudo igual” como diz-se popularmente. Ou assumimos nossa responsabilidade sobre consequências das escolhas que fazemos ou não adiantará reclamar de nada, nem de ninguém.
Que tal refletirmos sobre esses pontos?
Os convido para nos acompanhar no Facebook em nossa “Pensar Juntos Filosofia”, em nosso Café Filosófico mensal ou entre em contato pelo WhatsApp para mais informações (12) 98229-3143.

  Rogério Penna
Junho de 2017

*Texto originalmente​ publicado no Jornal Vale Vivo, de circulação na região do Vale do Paraíba no estado de São Paulo, publicado no dia 22/06/2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Pensar Juntos Filosofia – Série Política*


Somos gratos pela oportunidade de escrever e falar sobre aquilo que nos é caro, a Filosofia, e convidamos você – leitor – a fazer parte conosco desse desejo de "Pensar Juntos Filosofia". Hoje, vamos pensar um pouco mais sobre uma das áreas da reflexão filosófica, a Política.
Diante do cenário político atual do Brasil, todos os escândalos envolvendo autoridades e empresários, cabe-nos perguntar:
Será mesmo que os fins justificam os meios?
Mesmo que o filósofo italiano, Nicolau Maquiavel, jamais tenha proferido tão célebre frase, que se tornou usual em todos os meios e cantos, muitos se referem a ela como "citação" maquiavélica (repita-se, jamais dita por ele); contudo, é possível encontrar uma interpretação aproximada a essa ideia, o que possivelmente fez com que lhe atribuissem o dito.
A visão consequencialista da ética de Maquiavel (1469-1527) implica reconhecer que a natureza humana, não podendo ser refreada, leva a reprodução de atos, de modo que as histórias se repetem ao longo do tempo, fazendo com que a intenção de seguir os passos dos grandes governantes já faz daquele que governa um grande homem. Para Maquiavel, a ação política não deve conter um peso moral em si mesma, sendo que matar alguém pode ser bom ou ruim dependendo da causa pela qual se mata, separando, assim, a ética da política. É importante salientar que o filósofo não ensina esse comportamento, mas constata e expõe o que a política é, sem romantizá-la.
Consoante escólio do Prof. Ms Emerson Ferreira da Rocha, política pode ser compreendida como “ação simbólica dos seres humanos na defesa dos interesses públicos ou privados”, o que, segundo Maquiavel, tornaria perfeitamente compreensível qualquer desvio de comportamento, posto que ação humana, nada diferente disto pode-se esperar do político, humano que é, levado a fazer e pensar política no que ela é e não como deveria ser, como já dissemos, sem que com isto esteja afirmando não existirem pessoas sérias, comprometidas a fazer o bem na política.
Por outro lado, para se governar é preciso capacidade e sorte. Aquele que chega ao poder com certo esforço e alguma capacidade, com pouca sorte, terá melhores chances de permanecer; do contrário, quem com certa fortuna e pouca capacidade alcança o poder, necessitará de grande esforço para manter-se nele.
Temos como exemplo os escândalos do presidente dos EUA​ Jim Carter que, na década de 1990, não teve sorte em seu governo, sucedido de vários escândalos e crises política e diplomática. Atualmente, o governo do presidente Michel Temer, que sucedeu a ex-presidente Dilma, impeachmada da função de presidente da nação, do mesmo modo é recheado de problemas e crises institucionais, política econômica.
De qualquer modo, quem governa deve estar preparado para se indispor com alguns grupos ou com pessoas, além de ser traído por seus governados; um homem de personalidade fraca não poderia, em tese, nunca subir ao poder na visão de Maquiavel. Entre ser respeitado ou temido, é preferível os dois, mas como nem sempre isso é possível, melhor é ser temido, o que a exemplo do temor que se têm a Deus, não significa que seja Ele por nós odiado.
A partir dessa pequena reflexão, somos desejosos que você observe, pare e pense sobre como vemos e pensamos a política, além de como esperamos que ela seja. Você seria capaz de pensar uma solução para a pergunta feita no início?
Aproveitamos para convidá-lo a participar conosco de nosso Café Filosófico mensal. Para mais informações, basta acessar o seu Facebook e buscar nossa página "Pensar Juntos Filosofia" e acompanhar nossas publicações ou pelo Whatsapp (12) 9 8229-3143. Você é nosso convidado.

Rogério Penna
Juliano Modesto

Maio, 2017

*Texto publicado no Jornal Vale Vivo, de distribuição gratuita no Vale do Paraíba - SP

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 de abril de 2017


Convocaram uma greve geral, há reinvidicações contra a reforma da previdência e trabalhista.
Particularmente a trabalhista nem me incomoda tanto, mas é preciso estar atento a pontos importantes.

Já a reforma da previdência é um ultraje. Você trabalha 30 anos e não pode usufruir dos benefícios do SEU suor e esforço? Não, foi preciso mudar a idade com FHC e agora querem mais anos. Imagina um jovem que por sorte, ou competência mesmo, com 18 anos é empregado e não perde seu emprego ou passa em um concurso público. Não poderá se aposentar com 48 anos de idade, 30 anos de contribuição, precisa esperar a idade para receber integralmente.
A lei se mudar, ele aposentará com quase 50 anos de contribuição. Um absurdo.

Está faltando dinheiro na previdência dizem. OK, vamos listar algumas coisas que podem ajudar.

- Parar de roubar o dinheiro do pagador de impostos, vai sobrar e pode ser investido na previdência.
- o dinheiro da previdência ser só para a previdência, atualmente a "seguridade social" come esse dinheiro.
- diminuir os gatos públicos: sem regalias como cartão corporativo, passagens pagar pelo erário, carro oficial, combustível pago pelo erário, residenciais oficiais para parlamentares.
- diminuir o número de deputados federais em 1/3, seus salários e as verbas de gabinete.
- não financiar sindicatos, partidos ou ONGs que não visam o trabalho social com pobres, órfãos, desabrigados e famintos.
- não roubar (acho que já disse isso).

Essas são algumas medidas que sem dúvida irão mudar muitas coisas além das previdência. Sou de uma visão política de direita, mas não sou idiota. Hoje engrosso a população paralisada, sem ideias partidários, sem apoiar sindicatos pelegos, sem gritar palavras​ de "ordem imbecis" da massa homogênea da esquerda raivosa. Não sou a favor de greve, sou contra inclusive, mas hoje não tem jeito, lembro que greve não é coisa de vagabundo, mesmo que vagabundos façam e até organizem greves.

Esse assunto é sério, e junto com a lei a ser votada sobre "abuso de autoridade", são uma perda lastimável se passarem no congresso. Está na hora da desobediência civil, sem violência ou quebradeira, mas democracia significa literalmente "governo do povo" e república é o "governo por representantes", então penso que passou muito da hora do povo mostrar sua força de governo e pressionar seus representantes a fazer o que interessa ao povo, não há alguns. O ideal coletivo da Filosofia Clássica não é socialismo, é eqüidade. Gosto sempre de lembrar que igualdade não é sinônimo de justiça, nem são parentes próximas, outra coisa é "justiça social" e socialismo, coisas bem distantes que essas reformas não contribuirão para acontecer.

Sou contra essa reforma da previdência, sou contra até a previdência, mas isso fica pra outro dia.
#GreveGeral #EssaReformaDaPrevidênciaNão

quarta-feira, 15 de março de 2017

Você é nosso convidado para dia 18/03/2017, participar conosco de um delicioso Café Filosófico. Teremos uma fala do Professor Rogério Penna sobre "Responsabilidade individual", claro que sua participação é de extrema necessidade para juntos, pensarmos e discutirmos sobre Filosofia.
Gentilmente o Crepe das Artes será nosso nosso parceiro, irá nos ceder o espaço gostoso que eles possuem, além disso, você poderá se servir das delícias oferecidas pela creperia mais deliciosa da cidade.
Venha discutir conosco esse tema, vamos realmente PENSAR JUNTOS FILOSOFIA.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Lições aos meu alunos II - Qualidade do trabalho manuscrito

A escrita sem ruídos de comunicação

                Normalmente os trabalhos escolares são impressos, facilita muito a vida de quem faz, contudo, eu sou amante da escrita à mão. Sempre que vou esboçar um texto, recorro ao meu caderno, ao lápis ou à caneta. Inclusive existe um estudo que afirma ser muito bom para fixar o conhecimento, a boa e velha caneta e papel[1]. Não apenas por essa razão, particularmente não sabia desse estudo quando comecei a cobrar de meus alunos trabalhos manuscritos, assumi como forma de trabalho, a pesquisa de temas da minha aula (Filosofia), que deveriam ser feitos à mão e entregues.
O meu objetivo é que haja a leitura do texto a ser pesquisado e, a partir disso, observe-se os pontos pedidos para serem pesquisados, faça a síntese das ideias necessárias, e desenvolva sua escrita, redigindo assim seu trabalho de pesquisa. Desenvolvendo sua habilidade leitora, de identificar ideias de um texto, de observar as ideias relevantes, de desenvolver uma síntese e finalmente expressá-la desenvolvendo finalmente sua habilidade escritora.
Pensando nisso, é preciso atentar para alguns pontos. E vou falar aqui sobre dois apenas: a grafia e a gramática.
Devemos ter todo cuidado e zelo para escrever um trabalho, uma redação, um texto qualquer à mão. A grafia ruim é um grande impedimento para a leitura e compreensão de um texto. O “garrancho”, atrapalha o entendimento e a identificação dos objetivos de pesquisa ou do texto que se pretende escrever e apresentar.
Caso não seja compreensível a leitura, não será possível uma avaliação justa da produção, seja pesquisa ou redação. A não compreensão de algum ponto contará contra o escritor, pois sua capacidade de se comunicar com o leitor está difícil, “embaçada” pode-se dizer, tal qual um espelho no banheiro cheio de vapor do banho, mesmo passando um pano ou mão no espelho e tentando tirar o que atrapalha, não fica perfeito. Esse ruído na comunicação deve ser evitado por completo entre escritor e leitor.
Outro complicador é a gramática, escrever errado como, por exemplo, não conjugar verbos, não usar plural, pronomes, substantivos e adjetivos usados indevidamente ou escritos da forma errada, por atrapalhar um bom texto e uma boa pesquisa.
Sugiro como solução para a grafia ruim, o treino da escrita em um caderno de caligrafia ou simplesmente o cuidado na hora de escrever, fazendo-o com calma e caprichado.
Já para os erros gramaticais, sugiro além do estudo da norma culta da língua, a constante leitura, livros, revistas de qualidade, textos em sites e blogs que não só informem, mas também formem o leitor, histórias em quadrinhos, desde a mais tenra idade.
Essas sugestões, creio eu, não só irão melhorar sua escrita, gramatical e esteticamente, como também será excelente suporte para escrever redações, textos informativos no trabalho ou em casa (orientando alguém sobre algo). Permitirão que você se expresse com clareza e objetividade, além de uma boa nota em sua atividade escolar.
Que lhe seja de proveito.

Professor Rogério Penna - Filosofia




[1] Confira reportagem sobre o assunto: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/07/1482537-escrita-a-mao-ajuda-a-fixar-mais-dados-apontam-estudos.shtml

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lições aos meu alunos I - Formatação de Trabalho de Pesquisa

Estruturando o trabalho de pesquisa - Formatação

Como professor de Filosofia na Rede Pública do Estado de São Paulo, percebi a necessidade de trabalhar com os alunos algumas noções que não são aprendidas por eles e que deveriam ser ensinadas por alguém. Decide que eu mesmo seria essa pessoa, tendo em vista os trabalhos que recebi, muitos eram trabalhos desorganizados e desconexos com aquilo que foi proposto como objetivo de pesquisa. Elenquei alguns pontos e desejo fazer minhas considerações, mediante a experiência na universidade, como monitor da disciplina de metodologia científica por dois anos, além do treino (e não deixa de ser) para pesquisar Filosofia. Serão algumas noções bem básicas, sem fidelidade para com a ABNT, apenas para organização do trabalho.


- CAPA: ela deve conter o nome completo do aluno, sua série e o sua classe, além disso, deve apresentar o tema proposto e não o nome da disciplina, por exemplo, “Biografia de Tales de Mileto” invés de “Trabalho de Filosofia”.

- INTRODUÇÃO: ela deve ser produzida depois de toda pesquisa concluída, mas por quê? Porque ele será a apresentação do conteúdo da pesquisa, não é um resumo do trabalho, mas aquilo que indica ao leitor o que ele encontrará e os objetivos do trabalho.

- CONTEÚDO: deve conter aquilo que foi pedido pelo professor, “encher lingüiça” – expressão que indica perda de tempo ou enrolação – para dar volume ao trabalho, não garante nota, ainda pode significar a perda ou diminuição dela. Se lhe foi pedido para pesquisar o “contexto” de algum evento ou filósofo, suas “principais ideias”, ou ainda suas “influências”, faça isso, não coloque outras coisas em sua pesquisa que não foram pedidas pelo professor. Para isso não tenha preguiça e LEIA o que encontrou durante sua pesquisa, além do mais, não deixe para a última hora.

- CONCLUSÃO: caso ela lhe seja pedida, a conclusão de um trabalho, mais uma vez, não é o resumo do trabalho, mas é o entendimento das ideias pesquisadas e suas consequências e implicações na sociedade e na história.

- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: também chamamos de BIBLIOGRAFIA ou ainda de FONTES DE PESQUISA, as vezes simplesmente de FONTES. Ela serve para indicar os locais de pesquisa, obras e autores utilizados na produção daquele trabalho. São imprescindíveis em qualquer produção textual de cunho pesquisa, pois o autor do trabalho não é o inventor ou criador dos conceitos pesquisados. Esses conceitos foram elaborados por outros e devem ter respeitada sua propriedade intelectual. Copiar suas ideais sem indicá-las é crime de plágio. Quando livros, devem indicar o nome do autor e da obra, sua edição e ano, a editora, além disso, as páginas utilizadas para pesquisa quando o caso de utilização parcial do referido texto. Para sites, indica-se o link da página onde se encontrou o texto, sem esquecer o nome do autor do texto em questão, se houver a indicação na publicação.


Essas são algumas recomendações, nada fechado ou como ultima palavra, mas pode usado em qualquer trabalho de pesquisa básico, em qualquer disciplina, não necessariamente apenas nos trabalhos de Filosofia. Não se envergonhe em questionar, caso tenha alguma dúvida pergunte, me escreva, responderei a você leitor caso tenha qualquer dúvida sobre este conteúdo ou outro.



Professor Rogério Penna - Filosofia