quarta-feira, 15 de março de 2017

Você é nosso convidado para dia 18/03/2017, participar conosco de um delicioso Café Filosófico. Teremos uma fala do Professor Rogério Penna sobre "Responsabilidade individual", claro que sua participação é de extrema necessidade para juntos, pensarmos e discutirmos sobre Filosofia.
Gentilmente o Crepe das Artes será nosso nosso parceiro, irá nos ceder o espaço gostoso que eles possuem, além disso, você poderá se servir das delícias oferecidas pela creperia mais deliciosa da cidade.
Venha discutir conosco esse tema, vamos realmente PENSAR JUNTOS FILOSOFIA.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Lições aos meu alunos II - Qualidade do trabalho manuscrito

A escrita sem ruídos de comunicação

                Normalmente os trabalhos escolares são impressos, facilita muito a vida de quem faz, contudo, eu sou amante da escrita à mão. Sempre que vou esboçar um texto, recorro ao meu caderno, ao lápis ou à caneta. Inclusive existe um estudo que afirma ser muito bom para fixar o conhecimento, a boa e velha caneta e papel[1]. Não apenas por essa razão, particularmente não sabia desse estudo quando comecei a cobrar de meus alunos trabalhos manuscritos, assumi como forma de trabalho, a pesquisa de temas da minha aula (Filosofia), que deveriam ser feitos à mão e entregues.
O meu objetivo é que haja a leitura do texto a ser pesquisado e, a partir disso, observe-se os pontos pedidos para serem pesquisados, faça a síntese das ideias necessárias, e desenvolva sua escrita, redigindo assim seu trabalho de pesquisa. Desenvolvendo sua habilidade leitora, de identificar ideias de um texto, de observar as ideias relevantes, de desenvolver uma síntese e finalmente expressá-la desenvolvendo finalmente sua habilidade escritora.
Pensando nisso, é preciso atentar para alguns pontos. E vou falar aqui sobre dois apenas: a grafia e a gramática.
Devemos ter todo cuidado e zelo para escrever um trabalho, uma redação, um texto qualquer à mão. A grafia ruim é um grande impedimento para a leitura e compreensão de um texto. O “garrancho”, atrapalha o entendimento e a identificação dos objetivos de pesquisa ou do texto que se pretende escrever e apresentar.
Caso não seja compreensível a leitura, não será possível uma avaliação justa da produção, seja pesquisa ou redação. A não compreensão de algum ponto contará contra o escritor, pois sua capacidade de se comunicar com o leitor está difícil, “embaçada” pode-se dizer, tal qual um espelho no banheiro cheio de vapor do banho, mesmo passando um pano ou mão no espelho e tentando tirar o que atrapalha, não fica perfeito. Esse ruído na comunicação deve ser evitado por completo entre escritor e leitor.
Outro complicador é a gramática, escrever errado como, por exemplo, não conjugar verbos, não usar plural, pronomes, substantivos e adjetivos usados indevidamente ou escritos da forma errada, por atrapalhar um bom texto e uma boa pesquisa.
Sugiro como solução para a grafia ruim, o treino da escrita em um caderno de caligrafia ou simplesmente o cuidado na hora de escrever, fazendo-o com calma e caprichado.
Já para os erros gramaticais, sugiro além do estudo da norma culta da língua, a constante leitura, livros, revistas de qualidade, textos em sites e blogs que não só informem, mas também formem o leitor, histórias em quadrinhos, desde a mais tenra idade.
Essas sugestões, creio eu, não só irão melhorar sua escrita, gramatical e esteticamente, como também será excelente suporte para escrever redações, textos informativos no trabalho ou em casa (orientando alguém sobre algo). Permitirão que você se expresse com clareza e objetividade, além de uma boa nota em sua atividade escolar.
Que lhe seja de proveito.

Professor Rogério Penna - Filosofia




[1] Confira reportagem sobre o assunto: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/07/1482537-escrita-a-mao-ajuda-a-fixar-mais-dados-apontam-estudos.shtml

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lições aos meu alunos I - Formatação de Trabalho de Pesquisa

Estruturando o trabalho de pesquisa - Formatação

Como professor de Filosofia na Rede Pública do Estado de São Paulo, percebi a necessidade de trabalhar com os alunos algumas noções que não são aprendidas por eles e que deveriam ser ensinadas por alguém. Decide que eu mesmo seria essa pessoa, tendo em vista os trabalhos que recebi, muitos eram trabalhos desorganizados e desconexos com aquilo que foi proposto como objetivo de pesquisa. Elenquei alguns pontos e desejo fazer minhas considerações, mediante a experiência na universidade, como monitor da disciplina de metodologia científica por dois anos, além do treino (e não deixa de ser) para pesquisar Filosofia. Serão algumas noções bem básicas, sem fidelidade para com a ABNT, apenas para organização do trabalho.


- CAPA: ela deve conter o nome completo do aluno, sua série e o sua classe, além disso, deve apresentar o tema proposto e não o nome da disciplina, por exemplo, “Biografia de Tales de Mileto” invés de “Trabalho de Filosofia”.

- INTRODUÇÃO: ela deve ser produzida depois de toda pesquisa concluída, mas por quê? Porque ele será a apresentação do conteúdo da pesquisa, não é um resumo do trabalho, mas aquilo que indica ao leitor o que ele encontrará e os objetivos do trabalho.

- CONTEÚDO: deve conter aquilo que foi pedido pelo professor, “encher lingüiça” – expressão que indica perda de tempo ou enrolação – para dar volume ao trabalho, não garante nota, ainda pode significar a perda ou diminuição dela. Se lhe foi pedido para pesquisar o “contexto” de algum evento ou filósofo, suas “principais ideias”, ou ainda suas “influências”, faça isso, não coloque outras coisas em sua pesquisa que não foram pedidas pelo professor. Para isso não tenha preguiça e LEIA o que encontrou durante sua pesquisa, além do mais, não deixe para a última hora.

- CONCLUSÃO: caso ela lhe seja pedida, a conclusão de um trabalho, mais uma vez, não é o resumo do trabalho, mas é o entendimento das ideias pesquisadas e suas consequências e implicações na sociedade e na história.

- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: também chamamos de BIBLIOGRAFIA ou ainda de FONTES DE PESQUISA, as vezes simplesmente de FONTES. Ela serve para indicar os locais de pesquisa, obras e autores utilizados na produção daquele trabalho. São imprescindíveis em qualquer produção textual de cunho pesquisa, pois o autor do trabalho não é o inventor ou criador dos conceitos pesquisados. Esses conceitos foram elaborados por outros e devem ter respeitada sua propriedade intelectual. Copiar suas ideais sem indicá-las é crime de plágio. Quando livros, devem indicar o nome do autor e da obra, sua edição e ano, a editora, além disso, as páginas utilizadas para pesquisa quando o caso de utilização parcial do referido texto. Para sites, indica-se o link da página onde se encontrou o texto, sem esquecer o nome do autor do texto em questão, se houver a indicação na publicação.


Essas são algumas recomendações, nada fechado ou como ultima palavra, mas pode usado em qualquer trabalho de pesquisa básico, em qualquer disciplina, não necessariamente apenas nos trabalhos de Filosofia. Não se envergonhe em questionar, caso tenha alguma dúvida pergunte, me escreva, responderei a você leitor caso tenha qualquer dúvida sobre este conteúdo ou outro.



Professor Rogério Penna - Filosofia